HIPERIDROSE

November 29, 2017

 

A produção de suor é regulada pelo sistema nervoso autônomo simpático e tem relação direta com o controle da temperatura do organismo.

 

A Sudorese ajuda manter a temperatura do nosso corpo e é super normal suar quando há elevação da temperatura-ambiente, prática de exercícios físicos, situações de medo ou ansiedade.

 

Já a Sudorese excessiva ocorre por hiperatividade das glândulas sudoríparas, caracterizando os quadros de Hiperidrose.

Muitas pessoas buscam resposta para este problema desconfortável e constrangedor.

A Hiperidrose afeta aproximadamente 3% da população, não é uma doença grave, mas pode comprometer diretamente a qualidade de vida das pessoas, bem como as atividades sociais, profissionais ou escolares.

Muitas pessoas por vergonha acabam se escondendo, deixando de ser sociável por conta do constrangimento que a doença os colocam em diversas situações.

É super importante procurar ajuda médica para realizar o tratamento ideal e não esquecer do emocional através de um acompanhamento psicoterápico.

 

 

 

Tipos de Hiperidrose:

 

Hiperidrose Primária:  uma doença com características genéticas e diretamente relacionada com o estresse e a instabilidade emocional. Geralmente aparece na infância ou adolescência, é mais localizada nas mãos, pés, axilas, cabeça ou rosto. Geralmente estas  pessoas não suam quando dormem ou estão em repouso.

 

Ela afeta de 2% a 3% da população, no entanto, menos de 40% dos pacientes com essa condição buscam ajuda médica.

 

Na maioria dos casos de hiperidrose primária, nenhuma causa é encontrada, o que leva os médicos a acreditarem que trata-se de um problema hereditário.

 

Hiperidrose secundária generalizada: Costuma surgir na fase adulta, é causada por uma condição médica ou pelo efeito colateral de uma medicação. Ao contrário da primária, as pessoas com a secundária suam em todas as áreas do corpo ou em regiões incomuns.

 

Um outro diferencial entre os dois tipos é que no caso da secundária, as pessoas podem transpirar excessivamente também durante o sono.

 

Existem dois testes que são realizados para se descobrir a área específica da doença:

Teste do Amidoiodo, que consiste em aplicar uma solução de iodo na área suada e, após secar, o amido é aspergido sobre a zona. A combinação do amido e do iodo com o suor na região resulta na cor azul escura.

 

E o outro é o do papel de teste:  um papel especial que é colocado sobre a área afetada para absorver o suor e, depois, é pesado. Quanto maior o peso, mais suor acumulado.

 

Algumas condições que podem também causar hiperidrose secundária:

  • Condições associadas à ansiedade

  • Câncer

  • Determinados medicamentos e substâncias de abuso

  • Distúrbios de controle de glicose

  • Doença cardíaca

  • Hipertireoidismo

  • Doença pulmonar

  • Menopausa

  • Doença de Parkinson

  • Lesão na medula espinhal

  • Derrame

  • Tuberculose ou outras infecções

Estatísticas:

 

60% das pessoas com a doença são mulheres, enquanto os homens representam 40%.

Esses números são questionáveis, uma vez que  as mulheres procuram  atendimento médico com mais frequência do que os homens.

 

Sintomas:

 

O principal sintoma da Hiperidrose é o suor excessivo, seja localizado em algumas áreas como axilas, mãos, pés, rosto ou pelo corpo todo.

 

Tratamento:

 

O tratamento costuma ser clínico ou cirúrgico. Nos casos mais leves, ser utilizados medicamentos tópicos ou orais prescritos pelo dermatologista.

Uma outra forma é a aplicação de toxina botulínica (botox) que também ajuda a controlar a sudorese excessiva.

E em quadros mais graves, porém, a disfunção pode exigir intervenção cirúrgica para a retirada das glândulas sudoríparas das axilas, ou de gânglios da cadeia simpática por via videoendoscópica.

Dicas:

 

As pessoas que tem hiperidrose podem diminuir a frequência de seus episódios por meio de algumas medidas: 
 

  • Evitar alimentos condimentados como pimentas;

  • Evitar ambientes muito quentes;

  • Evitar ganho de peso e situações de stress frequente.

 

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